Itapeva e região têm 273 mulheres atendidas pelo Auxílio-Aluguel do Governo de SP em casos de violência doméstica

O programa Auxílio-Aluguel do Governo do Estado de São Paulo já beneficiou 273 mulheres em situação de violência doméstica na região de Itapeva em pouco mais de um ano de funcionamento. Em todo o estado, o número ultrapassa 7,5 mil atendimentos, segundo dados da Secretaria de Desenvolvimento Social (SEDS).
Na região, o investimento já chega a aproximadamente R$ 780 mil. Em nível estadual, o valor aplicado no período analisado, entre fevereiro de 2025 e abril de 2026, alcança cerca de R$ 21,4 milhões. A iniciativa já está presente em 591 municípios paulistas, reforçando o papel das redes municipais de assistência social como principal porta de entrada para o benefício.
Criado pelo Governo de São Paulo, o programa garante uma ajuda mensal de R$ 500, paga por até seis meses, com possibilidade de prorrogação por igual período. O objetivo é oferecer condições mínimas para que mulheres em situação de vulnerabilidade consigam deixar o ambiente de violência e reconstruir a própria vida com mais segurança.
A secretária estadual de Desenvolvimento Social, Andrezza Rosalém, destaca que o apoio vai além do financeiro. Segundo ela, a proposta é garantir autonomia e proteção para quem precisa recomeçar longe do agressor.
Para ter acesso ao benefício, é necessário possuir medida protetiva expedida pela Justiça, residir no Estado de São Paulo e estar em situação de vulnerabilidade social. Também é exigido que a renda familiar, no momento da separação, não ultrapasse dois salários mínimos.
O cadastro é feito nos serviços da rede municipal de assistência social, como CRAS, CREAS e Centros de Referência de Atendimento à Mulher. Após análise e aprovação, o pagamento é realizado por meio de Poupança Social no Banco do Brasil, diretamente à beneficiária.
Além do auxílio financeiro, o programa também busca integrar outras políticas públicas, ampliando o acompanhamento e o acesso a serviços de proteção social, saúde e segurança.
Onde buscar ajuda
Na assistência social: CRAS, CREAS e Centros de Referência de Atendimento à Mulher.
Na saúde: UBS, prontos-socorros e hospitais.
Na segurança pública: Delegacias de Defesa da Mulher, distritos policiais, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros.
No sistema de Justiça: Ministério Público, Defensoria Pública e OAB.
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